quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Ah... Não acredito!

Quem é que não gosta de Chaves? Conheço muito marmanjo que até hoje assiste ao seriado, mesmo conhecendo todas as falas e sabendo exatamente tudo o que vai acontecer. Mais que isso, todos continuam rindo! Digam-me qual o programa de televisão ou seriado que conseguiu a mesma proeza? Dá para contar nos dedos, né? Pois agora pasmem! Ele foi considerado o programa mais violento da TV equatoriana! Isso por conta dos cascudos que Chaves recebe do Sr. Madruga. Para quem não sabe, esse seriado passa aqui no Brasil desde o começo dos anos 80. São quase três décadas. São três gerações que acompanharam/acompanham uma das melhores comédias do mundo, na minha opinião.

Violento? Bah! Deveriam rever o conceito que têm sobre violência. Os fãs de Chaves são é bobos e engraçados. Isso sim!

Quem quiser ler um pouco mais clique aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

O que dizer?

O poder e a ambição são assuntos curiosos para mim. Eles corrompem o ser humano e desfazem em um segundo tudo o que ele sempre pregou ser. Pensei nisso outro dia quando estava 'tirando uma' com minha mãe por ela já ter votado naquele cara que um dia disse "Votem no Pitta. E se ele não for um bom prefeito nunca mais votem em mim". Anos depois ele diria "Eu errei, quem nunca errou". Se preferirem, ele também é autor da pérola "Estrupa, mas não mata". Só que hoje a Academia Brasileira de Letras considera correto o verbo "estruprar". Sorte dele, mas agora é tarde. A pessoa em questão já foi por inúmeras vezes ridicularizada por tal frase. Voltando ao assunto inicial, minha mãe respondeu a minha provocação dizendo "Tá, ele roubou, mas me diz quem é que chega lá e não faz o mesmo?". E eu me calei, pensando no partido em que eu votei e vi corrompido no poder, depois de décadas falando mal dos outros. Eles chegaram lá e fizeram o mesmo, né?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Como é que pode?


Não lembro tanto da minha infância, mas uma das poucas memórias que me acompanham é que nas aulas de educação física do primário a gente ia com maiô por baixo do uniforme. Nos trocávamos na sala de aula mesmo. Alguns enrolados na toalha, outros não, íamos em fila todos contentes para a piscina. Era diversão total. E ninguém se importava com o cabelo armado depois da brincadeira. Maquiagem, depilação, esmalte, roupas. Quem se importava com isso?

Todavia, contudo, entretanto, porém, como é que trocaram a garotinha que deveria ter cantado na abertura das Olimpíadas porque ela não era bonita? Quem foi que disse isso? Tá, a menina é gordinha e têm dentes tortos, mas é só uma criança! No lugar, colocaram outra dois anos mais velha, magra e blá blá blá. Coitada da garota. Como é que concordaram com isso? Acho que o país terá que pagar anos de terapia para ela. Imaginem a garota anos mais velha pensando: "Eu sei que tenho uma voz bonita. Até cantei nas Olimpíadas de 2008 aqui na China. Aliás, só cantei mesmo. Como eu não sou bonita, colocaram outra menina para dublar minha voz. A vadia ficou diante de 91 mil pessoas e milhões de telespectadores, foi aplaudida e elogiada, mas ninguém sabia que a voz não era dela".

Na janelinha

Hoje o dia está estranho e assisto a situações cada vez mais contraditórias e, embora compreensíveis, nada justificáveis. Mas como não gosto de escrever sobre assuntos muito pessoais, ainda mais quando não se tratam de mim, vou falar sobre outro fato que também me parece muito contraditório. A Rússia começa a bombardear Geórgia para que o país não inicie novos ataques a duas regiões separatistas pró-russas. Isso para enfraquecer militarmente a Geórgia. Depois de conseguir, diz que cessará fogo caso eles assinem um documento de não-uso de força. Caso contrário, tomarão outras providências. Isso não é impedir a violência com mais violência? O_o'

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Havia uma época...

Havia uma época em que eu ia questionar um professor sobre minha nota e ele me provava que eu estava errada. Eu até desistia de ganhar alguns pontos antes que, ao invés disso, perdesse. Havia uma época em que eu desmarcava bar e chegava mais tarde em casa para assistir uma aula. Havia uma época em que eu falava dos meus professores como heróis, meus olhos brilhavam e eu tinha orgulho de tê-los. Até hoje faço citações deles e quem me conhece deve ter ouvido falar de pelo menos um dos meus maiores ídolos.

Acho que esse tempo acabou!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vou falar...


"Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor ..."


Os fãs de João Gilberto que me perdoem. Sei quem ele é, sei da importância dele na música brasileira, mas preciso dizer isso. Como é que um cantor nacionalista faz um show no próprio país e cobra R$2.100,00 em um ingresso? Entendo que não é ele quem estipula o valor, mas me parece muito contraditória essa situação. Vamos pensar um pouco. Uma banda internacional quando vem ao Brasil dá despesas nas passagens de avião, no transporte dos instrumentos, na hospedagem e blá blá blá... Mesmo assim, uma banda gringa não cobra nem metade do valor cobrado no camarote para o show dele no Rio de Janeiro, que acontecerá no próximo dia 24. Não quero desmerecê-lo, nem falar mal da música dele e muito menos dizer se esse preço vale ou não para vê-lo. Só achei um tanto quanto irônico pagar mais de dois mil para ver alguém nacionalista. Pronto, falei!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Nas telinhas da tv

Todos devem se lembrar de ver no noticiário de sexta aquele caso de uma mulher que foi mantida refém de um homem na Praia da Enseada, né? Sim, essa notícia já passou, mas em conversa de mesa de bar nenhuma notícia é velha e todas podem ser debatidas novamente. Uma coisa nessa história me deixou muito pensativa. Eu estava no meu dentista e a tv estava ligada. E adivinhem....Só falava sobre esse seqüestro. Aliás, as cenas foram repetidas incansavelmente, acompanhadas das informações que chegavam a todo o momento. Contudo, o final da história, que foi o momento em que o seqüestrador deu um tiro na própria cabeça não foi mostrado na televisão. Tá, essa cena é muito forte para ser mostrada. Concordo. No entanto, a primeira notícia divulgada foi que um policia atirou no homem. Essa informação foi repetida várias vezes. Um tempo depois, corrigiram o que disseram. Quem atirou foi o próprio cara. Na delegacia, o depoimento dado pela jovem mantida em refém confirmou quem foi o atirador. O seqüestrador que se matou.

Na manhã de hoje, uma família de sete pessoas ficou refém de dois homens em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Os bandidos invadiram a residência para roubar um supermercado que há no fundo da casa. Depois de uma denúncia anônima, os policiais chegaram ao local. Após mais de quatro horas, os assaltantes se entregaram e, segundo os policiais, todos estão bem. Aparentemente, não sofreram agressões físicas. O mais interessante foi o pedido que os seqüestradores fizeram. Eles exigiram que a imprensa estivesse no local. O motivo? Eles alegaram que queriam preservar a integridade física. Bem... Com a mídia presente é de se imaginar que os policiais terão cuidado em suas ações e vão pensar três vezes antes de atirar.

Todo mundo também lembra daqueles ataques do PCC aqui em São Paulo, certo? Então, conseqüentemente, também lembra da cobertura que a mídia fez. Informações falsas e sensacionalismo fizeram as pessoas entrarem em pânico. Escolas e faculdades não tiveram aula, comércios não abriram, empresas dispensaram os funcionários mais cedo, vários nem saíram de casa. Pois é, a imprensa tem um enorme poder porque as pessoas acreditam nela. Esse é um assunto que renderia horas e horas de conversa. Mas a pergunta que faço é: Até que ponto a cobertura da mídia ajuda ou atrapalha nas ações militares?


Quem quiser ler mais sobre a mulher que foi mantida refém na praia de Guarujá clique aqui. Já os interessados no caso do seqüestro relâmpago que aconteceu hoje clique aqui.