quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Alguns erros cotidianos

Imagina você saber que morrerá em algumas semanas. O que faria? Ligaria para todos os seus amigos, resolveria intrigas, diria que ama que todo mundo, comeria tudo o que gosta sem medo de engordar, gastaria os últimos dias em parques admirando a natureza ou se aproximaria da família? Pois é, um aposentado britânico de 72 anos recebeu a noticia de que estava prestes a morrer. O que ele fez? Bem...Para começar, distribui 2/3 de sua economia à família e aos amigos e encomendou o próprio funeral. O problema, o grande problema, é que depois de fazer isso ele descobriu que tudo não passou de um mero engano médico. Engano esse que lhe custou cerca de 55 mil reais. Agora ele sabe que não tem câncer no pâncreas e nos pulmões em estágio terminal, mas apenas uma doença crônica da obstrução pulmonar. O que isso significa exatamente eu não sei, mas acho que ele se deu mal. Processar o hospital é uma boa!
Leia mais sobre o assunto aqui.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Filhos da cópia

Snuppy, 3 anos, nasceu da célula da orelha de um cachorro adulto


Alguém aí lembra da novela "O clone"? Apesar de saber que uma ovelha já foi clonada, esse parece um assunto que só reina em terras distantes. Mas que nada, ratos, vacas, ovelhas e até gatos e cachorros já foram clonados. Eu só espero que isso não tenha acontecido com um ser humano. Porque sabemos que eles só revelam algo depois de feito, né?

Recentemente, um cachorro que foi clonado, chamado Snuppy (nome engraçadinho, não?) se tornou papai. Afinal, para a cópia ser perfeita, é preciso reproduzir. E esse aqui conseguiu tal proeza. Filhos de um clone? Isso me parece muito estranho. E não é que sobreviveram nove dos dez cachorros nascidos? É...Cientistas não brincam em serviço (ou brincam até demais!?!).

Leia mais sobre Snuppy aqui.
Pensando Alto
Os que não acreditam nisso que me perdoem, mas penso que todo ser tem alma. Como hoje vários deles nascem não só naturalmente, mas também com uma pequena ajuda humana, fico imaginando o desespero dos responsáveis por organizar, selecionar e mandar as almas aqui para a Terra. Seria algo como: "Eles estão fazendo mais um cachorro. Cadê a lista dos que reencarnarão como cães? Quem é o próximo? Vai, vai logo! Já está nascendo!".

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Quantos corpos cabem em um único espaço?

Andar de metrô rende várias histórias. Eu tenho a sorte de ir para a faculdade sempre do lado de gordos. Não, o problema não é o físico deles, mas o fato de estarem tão suados que a camisa fica encharcada. E, claro, é ao meu lado que eles resolvem ficar. Hoje, estava eu indo ao trabalho e eis que uma mulher enorme e muito espaçosa me empurra. Tá, isso é normal, mas fui obrigada a estender o braço e ficar com ele no ombro dela. Não havia espaço e não dava para não fazer isso. Afinal, eu tinha que segurar em algum lugar e não tinha culpa se ela estava na minha frente. Não bastasse isso, a amiga dela ficou falando que não era porque o metrô estava lotado que deveriam se apoiar nos outros. Como minha mãe me ensinou a não me meter com ninguém maior que eu, fiquei quietinha fingindo que não era comigo. Minhas últimas experiências de ser desbocada também não foram tão agradáveis. Então, sim, não respondi. Porém, umas duas estações depois, e uns empurrões a mais, era a amiga da mulher que estava com o braço esticado e forçando ela a entortar a cabeça. Aí eu dei risada. Discretamente, claro! O que ela tinha dito mesmo?

Pois é, mas minhas reclamações não são à toa. Uma pesquisa revelou que a cidade de São Paulo tem o metrô mais superlotado do mundo. A Companhia do Metropolitano de São Paulo transporta 10 milhões de passageiros por km de linha. Nós ficamos na frente de Moscou, que registrou 8,6 milhões, e até da China, com 7 milhões de pessoas para cada km de trilhos.
Fonte: IG

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Estava pensando...

Às vezes nos fechamos para o mundo. Achamos que ele é cruel, que as pessoas são más e que não há o que fazer. No entanto, se no fundo acreditássemos mesmo nisso, não teríamos amigos, não sairíamos de casa, não nos relacionaríamos com outras pessoas e, por fim, não faríamos planos. Mas sonhamos, imaginamos, compartilhamos idéias e experiências, pensamos no futuro e, por várias vezes, queremos mudar o mundo ou, pelo menos, a pessoa que está ao nosso lado. Nos meus vinte e um anos de vida conheci gente que não merecia sequer estar viva. Já outras valiam cada segundo que eu gastava estando ao lado dela. Nada é tão ruim que não possa ser aproveitado e nada é tão bom que não possa ser melhorado. Ontem, algumas horas abriram muito a minha mente. Quem estava lá deve ter pensado o mesmo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

À moda antiga

No final do século passado, vários jovens lutaram pelas Diretas Já. Alguns anos depois, Cazuza cantaria os versos: "Meus heróis morreram de overdose e meus inimigos estão no poder". No começo dos anos 90, pintaram as caras e saíram nas ruas para exigir o impeachment de Collor. Mas o que dizer desse começo de milênio? Parece que a juventude está mais tranqüila. E não é que o mundo esteja perfeito. Na verdade, ele continua com os velhos problemas de sempre. A impressão que dá é que se acostumaram com o que vêem. Antigamente, os jovens aprendiam a tocar vários instrumentos e montavam as próprias bandas. Hoje em dia, eles baixam algum jogo como o Guitar Hero e limitam os conhecimentos musicais ao controle do videogame. Aquele amor descrito nas músicas e retratado em filmes também parece que deixou de existir. Ao mesmo tempo em que andar de mãos dadas e ganhar chocolate com rosas se tornou algo brega, o relacionamento aberto e o sexo casual ganharam vez. Para provar que se ama alguém basta colocar o status "namorando" no Orkut. Ah! E as relações também ficaram mais frias. Aquele jogo de olhares e sedução perdeu lugar para aquele xaveco de MSN. Eu acho que nasci na época errada!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O cobrador

Disse outro dia para alguém: "Todas as nossas ações são feitas baseadas em algum tipo de interesse. Independente da intensidade". Acredito mesmo nisso, embora pense que os interesses possam ser recíprocos e que isso não é necessariamente ruim. Ainda mais quando conhecemos esse jogo. No entanto, uma pessoa me deixa intrigada.

Há um tempo, quando voltava para casa da faculdade, uma mulher fazia a viagem comigo e descia no meu ponto. Só que o cobrador, sabendo que ela morava um quarteirão acima do ponto de ônibus, pedia para o motorista parar na rua dela. Eu, confusa e com sono, descia junto com ela. Afinal, a distância seria a mesma, pois eu moro entre o lugar em que o ônibus pára e onde ele deveria parar.

Já faz muito tempo que eu não volto para casa com essa mulher, mas todas as vezes em que esse cobrador está, ele pede para o motorista me deixar nessa mesma rua. Para mim não faz diferença, mas ele faz isso sempre. E diante de pessoas que se demonstram cada vez mais frias, acho a ação dele tão bonita que não tenho coragem de dizer que não precisa parar lá.

Essa história pode até parecer idiota. Eu sei. Mas ela me faz ver que ainda existem pessoas boas. Ele não ganha nada com isso. Há coisas que são tão pequenas e ao mesmo tempo tão importantes. Então eu agradeço e, inevitavelmente, desço com um sorriso na cara. Deveria existir mais pessoas assim!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Desabafando...

"Cachorro velho não aprende a fazer xixi no jornal". Ouvi essa frase uma vez e concordo plenamente. Só que não atribuo o significado de 'velho' a idade, mas a pessoas com opiniões formadas sobre tudo. Quando o orgulho fala mais alto e concordar com o outro deixa de ser uma possibilidade, se torna impossível conversar com alguém. Gosto quando me provam que eu estou errada. Isso faz eu ter admiração pela pessoa. Deve ser horrível sempre ter razão, porque tornaria alguém o dono da verdade e, muito provavelmente, essa pessoa se sentiria superior. Além de perder o contato com o outro, o conhecer novos pontos de vista, novas concepções e outros estilos de vida. A verdade não é um bem privado e, portanto, não pertence à meia dúzia de pessoas. É por isso que sou adepta daquela tal frase: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Pena que nem todos pensam assim e, sobretudo, que eles tenham a hierarquia maior que a sua.