quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Coisas que todo homem deveria saber


Mulheres não precisam ser entendidas. Elas só precisam ser ouvidas. Os homens não precisam ser bons em conselhos e nem em animar alguém. Apenas precisam ouvir. Só isso. Simples assim. A gente fica bem depois que fala. Mas aguenta, porque gostamos de falar. Sobretudo, quando estamos nos sentindo péssimas. E às vezes nos sentimos assim. É normal. Passa. Ah, abraços também resolvem. Quando alguém está mal, fica carente. Levá-la ao bar para tomar cerveja, deixá-la falar e mostrar-se interessado é uma alternativa – e das boas. E se a noite terminar com um bom sexo, melhor ainda. Pronto. É isso.

Os homens não precisam entender a parte técnica. Apenas saber como acontece. Até Charlie Sheen, por menos compreensível e romântico que seja, diz em um episódio de Two and Half Men que o segredo é dizer ‘I understand’ depois que a mulher termina de falar. Essa é a essência. A gente se sente bem quando é ouvida. Na maioria das vezes, só queremos desabafar. Não diga que estamos chatas e que só quer nos ver quando esse momento passar. Porque, sim, há homens que dizem isso. Ninguém é feliz o tempo inteiro. E, ok, nos esforçamos para ficar sempre bem. Só que às vezes a sanidade foge ao alcance. Todos têm direito de um momento assim. E se gostamos da pessoa, não nos custa ter um pouco de paciência, né?

sábado, 3 de novembro de 2012

Fragilidades


Palavras. Todos têm algumas que não gostam de ouvir. E quando as ouvem, ficam abalados. É normal. Quem as diz, às vezes nem é por mal. Palavras podem ser interpretadas de mil e uma formas. Quem fala pensa em um sentido e quem ouve, em outro. Elas têm o poder de mexer com nosso ego e tocar em feridas que só nós podemos. Machucam de uma forma que não era para machucar. Nós somos frágeis.

O ser humano é isso: um turbilhão de sentimentos que se deixa estremecer por pouco. Por palavras. Mas também devo dizer que há uma diferença. Algo que deve ser levado em conta. Não são só as palavras, mas também quem as diz. Geralmente, são pessoas que nos importamos. Ou seja: que amamos ou odiamos. Quem está fora desse perfil não tem poder de nos abalar. Mas, na verdade, ninguém deveria ter. Essa é uma arma que deveria estar somente sob nossa posse.  

Penso que as piores palavras são aquelas que falam de algo que não podemos mudar. Pelo menos não no exato momento em que as ouvimos. A gente sente porque costuma ser algo que também nos incomoda. E mais ainda por não podermos fazer diferente – embora queiramos. São palavras covardes. Não é agradável escutá-las. A gente se sente incapaz. E não tem culpa. Por outro lado, podem servir de incentivo para promover uma mudança. Lutar contra o que foi dito. Porque podemos tirar proveito de tudo. Até do que nos ofende.

sábado, 20 de outubro de 2012

Apostas


Insegurança. Um dos piores sentimentos. Porque todos procuram confiança e estabilidade. A gente quer saber o que tem, onde vai pisar, como agir, o que esperar. Itens que parecem tão básicos. É simplesmente ter o controle da situação. Mas nem sempre o temos.

Não podemos adivinhar o que o outro pensa. A mente humana é tão complexa. E as pessoas são tão volúveis. Tudo passa tão rápido. São como as quatro estações que se antecipam e acontecem em apenas um dia. Da mesma forma, os sentimentos às vezes parecem se aventurar e acontecer todos numa curta sequência.

A gente gosta, se apaixona, acha que ama e aí não quer mais. Não é deixar de gostar. Histórias ficam, serão sempre lembradas. Mas toda essa velocidade no gostar também acontece na contramão. Quando a gente encontra algo que não se identifica, o sinal fica amarelo. E se uma série de fatos surge de maneira negativa, o sinal muda para vermelho. E a gente não tem que levar adiante algo que sabe que não vai dar certo. O tempo nos dá a experiência para reconhecer um caminho que sabemos que não queremos. E continuar nele, já percebendo a rota não desejada, é burrice.

E, claro, há aqueles casos em que não sabemos no que vai dar. E dirigir numa rota desconhecida passa insegurança. Essa maldita insegurança. Sei que nem sempre conheceremos o terreno. E às vezes a graça está em desvendá-lo. Mas não importa quantas vezes eu passe por situações novas. Fico encabulada até descobrir onde estou.

Não quero pular etapas, nem forçar nada. Não quero repetir erros. Quando a gente insiste em algo, é porque acha que o resultado pode ser bom. Sei que é preciso estar preparada para o que não esperamos. Porque sempre, mesmo sem querer, esperamos algo. No entanto, apostar errado faz parte da vida. A decepção é sempre um risco. Saber disso é fundamental. E talvez por estes motivos é que surge a ânsia em localizar onde estamos. Quanto antes reconhecer a decepção, melhor. Contudo, é complicado assimilar os momentos. Seria cedo? Tarde demais?  Para saber a resposta, acho que só mesmo prosseguindo no caminho. E alguns parecem valer a aposta. São nestes que arriscamos.

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P.S. O blog Uma Dose de Verbo discordou totalmente do que eu disse neste texto e resolveu fazer um post para comentar sobre o assunto. Chama-se Abaixo o GPS Sentimental, vale conferir!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ela (a gente)


É triste decepcionar alguém. Mas talvez pior seja ser decepcionado. Para tal, é preciso criar expectativas, esperar que alguém seja de determinada forma e tenha determinadas atitudes. Esperar nunca é bom. Ninguém quer se iludir. E mesmo assim, esperamos.

E esperamos sem saber que esperamos. Só nos damos conta quando percebemos que estamos diante de algo que não queremos (que não esperamos). Esperar dá trabalho.  E nossa mente, de fato, tem grande esforço em trabalhar escondida (pelas nossas costas).

Ela trama contra a gente. Pensa em coisas que não queremos pensar. Faz com que tenhamos ações que não queremos ter. E nos pegamos no flagra. E ainda temos que aceitá-la (nossa mente) como parte da gente. Devo confessar que é difícil conviver com alguém (nós) que pensa tão diferente. No fim, ainda consegue nos convencer de que estava certa desde o início. Só quando já estamos fazendo é que percebemos que realmente queríamos fazer. E ela ri. ‘Não disse?’, deve pensar. E digo ‘deve’ por que realmente não sei como ela pensa. (Infelizmente) Desconheço os pensamentos dela. Embora os meus ela conheça muito bem.

Nem meus próprios sonhos ela me deixa ver. De vez em quando, permite que eu tenha flash de alguns momentos. Mas me dá imagens tão desconexas, por vezes embaçadas e cortadas, que deve querer é me deixar louca. Será que é esse o real objetivo dela? Isso vai me deixar pensativa. Mas como pensar sem deixar que ela ouça?

Às vezes, sinto-me invadida. Gostaria de ter um pouco mais de privacidade. Pensar sozinha, sabe? Sem tê-la o tempo todo comigo. Já ela, sim, consegue ter momentos sem ninguém. Sem mim. E como se tudo isso já não fosse o bastante, ainda se apodera das minhas ideias. Pega tudo o que passa por mim e vai guardando para se deliciar mais tarde.  Parece que gosta de tudo o que é meu. É viciada em mim. Deve ser louca.

E quando estou centrada e com medos superados, eis que ela aparece com novas reflexões. Deixa-me insegura de novo. Parece até que não quer me ver bem. O que será que tem contra mim? Depois, ainda cobra sanidade. Mas será que não vê como é difícil conviver com ela (a gente)? Não é à toa que dizemos algo, depois repensamos, mudamos e voltamos a mudar. Ela fica o tempo todo questionando se é isso mesmo o que queremos. À vezes me rendo, confesso, e digo o que acho que ela gostaria de ouvir. Mas não pode me julgar por isso. É que não quero decepcioná-la. E nem me decepcionar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A gente


A gente sempre quer mais, porque sempre acha que pode mais, que merece mais. A gente sempre acha que tem pouco. A gente sempre acaba ouvindo os outros quando todos dizem a mesma coisa. A gente sempre.. muita coisa.

E com o passar do tempo, a gente se esquece do que se comprometeu a fazer, o que disse que iria fazer. A gente erra por coisas que não deveria errar. Mas, sobretudo, a gente erra querendo acertar. A gente.. muita coisa.

A gente fica feliz quando aprende. A gente acha que, por que aprendeu, vai fazer tudo certo. A gente se esquece de que o certo e o errado é complicado. Complexo. A gente se apega em um ponto de vista e se esquece de que existem vários. A gente.. muita coisa.

A gente, depois que anda, corre, cai, anda, tropeça e volta a andar, acha que conhece o caminho. A gente acha que sabe muita coisa. A gente promete muita coisa. A gente implica e se incomoda com muita coisa. A gente sofre por pouco.

A gente, sempre a gente. A gente se esconde atrás da gente para não dizer “eu”. Eu. Por isso, tanta gente. A gente.