terça-feira, 5 de maio de 2009

Entre notas e pensamentos

Quando fazia cursinho pré-vestibular, fiz um trato com um amigo: ele me daria um CD duplo do Smashing Pumpkins se entrasse na USP, enquanto eu daria o segundo CD do Foo Fighters se o mesmo acontecesse comigo. Motivos à parte, tratava-se de álbuns importantes para nós. No fim, não passamos da primeira fase e, portanto, continuamos com nossos queridos álbuns. Um ano mais tarde, ele entraria na tão sonhada USP e eu conseguiria uma bolsa na Universidade São Judas Tadeu. Mas isso já é um outro assunto.

Esses dias, estava cansada das músicas que tinha no MP3 e resolvi baixar algumas novas. Entre elas, escolhi Smashing Pumpkins. Incrível. Aquele ano inteiro veio à tona trazido pelas canções. Músicas carregam um tom de simbolismo recheado de diferentes interpretações peculiares a cada um que ouve. Cada canção é uma lembrança: um momento, uma pessoa ou um lugar.

É por isso que eu gosto de sertanejo. Lembra a minha infância, quando os primos da minha mãe, que moravam do lado da minha casa, ouviam Leandro e Leonardo todos os dias. Por motivos semelhantes, anos atrás, parei de ouvir Silverchair. A banda trás lembranças de um período difícil. Desde então, comecei a procurar músicas mais felizes. E foi no hard rock que encontrei canções tão alegres que me permitiram deixar os problemas de lado e envolver-me nas peripécias vividas por aquelas bandas que mais pareciam de personagens de cartoon.

Uma vez, uma amiga estava com algumas dificuldades e eu disse para ela ouvir “Someday we’ll Know”, do New Radicals. Anos depois, eu é que me sensibilizaria com a letra, nas noites de uma semana qualquer. É algo impressionante. Gostar de uma música é encontrar-se nela. Quando se está sozinho, ela funciona como um refúgio. Identificar-se com uma letra é como esbarrar com alguém que sente, ou já sentiu, o mesmo que você. A partir desse momento, não se está mais sozinho. Quando o silêncio diz o que não queremos ouvir, a música surge e demonstra compreensão. Simples assim. Por isso, alegro-me tanto ao ouvir minhas músicas favoritas no rádio ou conhecer alguém que também gosta delas. Não é só questão de bom gosto.

5 comentários:

Juliana Cunha disse...

Ahhh músicas, não é possível alguém que transite pela vida sem uma trilha sonora. Todo mundo tem uma música que lembra algum momento especial. A trilha sonora da minha música é repleta de diferentes sons, que marcaram diferentes épocas. Hj o que mais retrata meu momento é o delicioso ritmo MPB.
Estudo sim na São Judas, e pelo que eu vi vc tbm né? EStudo no Campus Butantã.
bju

Juliana Cunha disse...

Quis dizer a trilha sonora da minha vida, e não da minha música ehehehheheheh

Camila Caringe disse...

Cara, eu amooo essa música!
Pena que os New Radicals sumiram depois do primeiro CD. Eu tinha gostado...

:(

Camila Caringe disse...

Ah! E essa música me lembra "Um amor para recordar". Assistiu esse filme? A Mandy Moore até gravou uma versão dessa música com a banda!

Thata Diacronia disse...

Ai que lindoooooo!!!
Falou e disse, tudo verdadezinha. Sabe o que é melhor ainda, quando você encontra pessoas que gostam das mesmas coisas que vc. É como se vcs tivessem passadopela mesma coisa e assim podem conversar sobre. eh mto phoda isso.
Apesar de algumas eu prefiro escutar sozinha, no meu quarto e lembrando de tudo o que foi deixado para trás, coisas alegres, tristes e que me fizeram refletir mto.

Enfim.
saudades amore, vou aparecer na SJ para vizitar vcs.

B-JOKS